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Você sabe o que mais cai em filosofia no Enem? 

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é composto por quatro provas: Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. 

A prova de Ciências Humanas tem 45 questões, que abordam conteúdos de história, geografia, sociologia e filosofia. 

Neste artigo, abordaremos especificamente os assuntos do campo da filosofia que são cobrados de forma mais recorrente no exame. 

Para conferir todos os conteúdos que podem cair na prova do Enem, vale conferir a Matriz Referência do Enem. Esse documento, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), contém todos os assuntos e competências exigidos pelo exame.

Agora, vamos ao que interessa: afinal, o que mais cai em filosofia no Enem?

Neste artigo, você vai conferir:
Como os conteúdos de filosofia são cobrados no Enem 
Os 5 assuntos que mais caem em filosofia no Enem 
Os filósofos mais cobrados 
Questões de filosofia do Enem para você praticar 
Conclusão

o que mais cai em filosofia no enem - três estatuas em formato de cabeças de filósofos

Como os conteúdos de filosofia são cobrados no Enem 

Antes de falar especificamente sobre os conteúdos de filosofia que mais caem no Enem, é interessante fazermos alguns apontamentos sobre a forma como esses assuntos são abordados na prova. 

Primeiro, é importante que você tenha em mente que o Enem não é uma prova de decoreba. Ou seja, você não precisa saber ao pé da letra o nome de todos filósofos ou saber citar cada linha teórica da área. 

A maioria das questões do Enem de filosofia, como grande parte da área de Ciências Humanas, são acompanhadas por textos de apoio extensos. Esses enunciados são ótimos guias para situá-lo sobre qual campo da filosofia a questão trata e fornecem muitas pistas sobre a resposta certa.  

Dessa forma, é essencial dar uma atenção especial ao enunciado. Afinal, saber interpretá-lo corretamente é um passo fundamental para encontrar a resposta certa. 

Além disso, não se esqueça que o Enem é uma prova que busca fazer o estudante pensar. Ou seja, é muito mais importante que você tenha um conhecimento geral sobre as teorias e filósofos, sabendo relacionar esses conceitos, do que ter tudo decorado de forma mecânica e sem um entendimento profundo. 

Por isso, na hora de estudar, não foque em saber tudo sobre filosofia. Oriente seus para compreender de forma plena os principais conceitos e teorias, tendo capacidade para fazer relações entres eles e situá-los na história. 

Isso certamente garantirá um bom desempenho na prova, mas lembra-se: muita atenção ao enunciado também!

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Os 5 assuntos que mais caem em filosofia no Enem 

Agora que você já sabe como os conteúdos de filosofia são cobrados no Enem, conheça os 5 assuntos que mais caem nessa parte do exame:

Filosofia pré-socrática 

Os primeiros filósofos surgiram na Grécia, há mais ou menos 2600 anos. O primeiro período da Filosofia Ocidental é denominado como Pré-Socrático.

Essa fase da filosofia se caracteriza pela busca de uma maneira racional de entender a origem do universo, em oposição à visão mitológica que ainda era predominante na época. 

Nesse período, a mitologia grega explicava o universo através da cosmogonia. Ou seja, a existência humana girava em torno dos deuses. 

Os pensadores pré-socráticos, contudo, não estavam satisfeitos com essa explicação. Eles procuraram nos elementos da natureza as respostas sobre a origem do ser e do mundo. Não é à toa que grande parte dos estudiosos desse período ficaram conhecidos como "filósofos da natureza".

Sendo assim, eles foram responsáveis pela transição da consciência mítica para a consciência filosófica. Os filósofos pré-socráticos abandonaram uma visão mítica e construíram a cosmologia, explicação do universo baseado no lógos ("argumentação", "lógica", "razão"). 

Nesse sentido, os deuses deram lugar à natureza na compreensão sobre a origem das coisas.

Assim, esses primeiros filósofos deram origem a toda uma produção de conhecimento e de representação da realidade. Toda essa construção serviu como base para o desenvolvimento da cultura ocidental.

Teoria das ideias de Platão 

Platão foi discípulo de Sócrates e um dos mais importantes filósofos da Grécia Antiga. A principal contribuição de Platão para a filosofia foi sua teoria idealista.

Essa teoria propõe uma distinção entre mundo sensível, inferior e enganoso, que seria obtido pelos sentidos do corpo, e o universo inteligível, superior e ideal, que nos permitiria acessar a verdade sobre as coisas. 

Ou seja, para Platão, tudo aquilo que pode ser percebido através dos sentidos não passa de uma imitação de uma ideia. Afinal, os sentidos são falhos e conduzem os seres humanos a uma vida de ignorância, presa às aparências.

Para ilustrar melhor sua teoria, Platão utilizou o Mito da Caverna, uma história criada por ele próprio para explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos. 

Para Platão, o verdadeiro conhecimento estaria no uso da razão, a única ferramenta para alcançar o conhecimento verdadeiro, o conhecimento das ideias. Nessa instância, estariam as essências das coisas, os conceitos, as ideias fixas e imutáveis que descrevem essencialmente cada ser ou objeto existente.

Filosofia moderna 

A filosofia moderna começa no século XV, quando tem início a Idade Moderna. Esse período marca a transição do pensamento medieval, fundamentado na fé e nas relações entre os homens e Deus, para o pensamento antropocêntrico (homem no centro do mundo). É nessa fase que a humanidade se torna o grande objeto de estudos. 

O racionalismo e o empirismo, principais correntes de pensamento construídas no período, demonstram essa mudança. Ambas visam dar respostas sobre a origem do conhecimento humano. O primeiro associando à razão humana e o segundo, baseado na experiência.

Esse período da história da humanidade reúne diversas descobertas científicas, especialmente nos campos da astronomia, ciências naturais, matemática e física. Esse avanço científico foi o principal fator para a mudança do pensamento teocêntrico para antropocêntrico.

Abaixo, listamos alguns conceitos-chave para compreender a filosofia moderna: 

  • Antropocentrismo e Humanismo
  • Cientificismo
  • Valorização da natureza
  • Racionalismo (razão)
  • Empirismo (experiências)
  • Liberdade e idealismo
  • Renascimento e iluminismo
  • Filosofia laica (não religiosa)

Os principais filósofos desse período são Nicolau Maquiavel, Francis Bacon, Galileu Galilei, René Descartes, Baruch Espinosa, Thomas Hobbes, John Locke, David Hume, Montesquieu, Voltaire, Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant. 

Ética 

A ética é um campo de estudo da filosofia que se dedica a pensar sobre as ações adotadas pelos indivíduos e os princípios que as orientam. Ou seja, é a parte da filosofia que estuda os motivos que constroem e distorcem os padrões de comportamento do ser humano, resultado da convivência em sociedade.

Toda cultura e toda sociedade estabelece-se baseada em valores definidos a partir de uma interpretação do que é o bem e o mal, o certo e o errado. Essas interpretações são fundamentadas em valores morais socialmente construídos e cabe à ética se dedicar ao estudo deles.

Desde a Antiguidade, os filósofos, estudiosos e pensadores tentam compreender e analisar os princípios e os valores de uma sociedade e como eles ocorrem na prática. Destes pensadores, destacamos Aristóteles, Maquiavel e Kant.

Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt foi uma escola de análise e pensamento filosófico e sociológico que surgiu na Universidade de Frankfurt, situada na Alemanha. 

A teoria estabelecida pelos intelectuais da Escola de Frankfurt é chamada de teoria crítica. Esse nome se dá por dois motivos: primeiro, porque faz uma crítica social do desenvolvimento intelectual da sociedade que incide sobre as teorias iluministas; e, em segundo lugar, porque propõe uma leitura crítica do marxismo, com novas propostas para além dele sem perder de vista os principais ideais da esquerda.

Sua análise recai sobre a “superestrutura”. Ou seja, os mecanismos que determinam a personalidade, a família e a autoridade, analisadas no contexto da estética e da cultura de massa. Para os estudiosos, as técnicas de dominação seriam ditadas pela Indústria Cultural, principal responsável pela massificação do conhecimento, da arte e da cultura.

As técnicas físicas de reprodução da obra de arte, bem como sua função social também são temáticas recorrentes da escola.

o que mais cai em filosofia no enem - pessoa escrevendo em caderno em cima de escrivaninha

Os filósofos mais cobrados 

Agora que você já sabe quais são os principais assuntos, selecionamos alguns filósofos que merecem sua atenção nos estudos. Confira:

Aristóteles 

Aristóteles é um filósofo grego do período clássico na Grécia Antiga. Ele é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Os grandes legados de Aristóteles para a filosofia foram os estudos sobre a ética  e a valorização do conhecimento empírico para a obtenção de qualquer conhecimento prático sobre o mundo. 

Immanuel Kant 

Filósofo alemão com influência iluminista, Kant buscou explicar os tipos de juízos e conhecimento desenvolvendo um “exame crítico da razão”. Ou seja, a filosofia kantiana buscou criar uma ética cujos princípios não se baseassem na religião e, sim, em um conhecimento fundamentado na sensibilidade e no entendimento.

Theodor Adorno 

Filósofo alemão, Theodor Adorno foi um dos maiores críticos da degradação gerada pelo capitalismo em nome das forças que mercantilizam a cultura e as relações sociais. Adorno foi um dos fundadores da Escola de Frankfurt, junto a nomes como Herbert Marcuse, Jürgen Habermas, Max Horkheimer e Wilhelm Reich.

Michel Foucault

Michel Foucault foi um filósofo francês contemporâneo. Ele é conhecido por suas teorias acerca da relação entre poder e conhecimento, e como estes são usados para o controle social através das instituições.

David Hume

David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo. Foi considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

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Nicolau Maquiavel

Nicolau Maquiavel foi um filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o governo como realmente são, e não como deveriam ser.  “O Príncipe” é a principal obra do filósofo.

Max Horkheimer

Max Horkheimer foi um filósofo e sociólogo alemão. Ele fazia críticas à razão instrumental e ao cartesianismo aplicado à ciência, pois acreditava que seu modelo matemático era extremamente formal e instrumental e, neste sentido, não serviria de maneira eficaz à ciência.

Walter Benjamin

Walter Benjamin foi filósofo, ensaísta, tradutor e crítico literário alemão. É considerado um dos maiores pensadores do século XX e principal responsável por uma concepção dialética e não evolucionista da história.

O estudioso discorreu principalmente sobre a arte, particularmente em seu texto “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”, no qual ele defende uma visão materialista, segundo a qual toda produção artística é circundada por uma certa ‘aura’, que revela sua singularidade.

Jürgen Habermas

Jürgen Habermas é um filósofo e sociólogo alemão vinculado à teoria crítica, corrente de pensamento desenvolvida pela Escola de Frankfurt. A vasta obra do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas deixou um extenso legado de ideias e teorias para a compreensão da política, da ética e da comunicação. 

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Questões de filosofia do Enem para você praticar 

Abaixo, trazemos algumas questões de filosofia do Enem para você praticar. Confira:

1 - (Enem/2017) Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento grande influência sobre essa vida? Se assim é esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as duas outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado)

Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que

a) O bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.
b) O sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.
c) A política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.
d) A educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.
e) A democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum.

2 - (Enem/2019) Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.

ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).

O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre

a) idealidade e efetividade da moral.
b) nulidade e preservabilidade da liberdade.
c) ilegalidade e legitimidade do governante.
d) verificabilidade e possibilidade da verdade.
e) objetividade e subjetividade do conhecimento.

3 - (Enem/2012) TEXTO I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.

DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

TEXTO II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume

a) defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.
b) entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.
c) são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.
d) concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

4 - (Enem/2019) TEXTO I

Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim.

KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, s/d (adaptado).

TEXTO II

Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado céu dentro de mim.

FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São Paulo: Hedra, 2015.

A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes ideias centrais do pensamento kantiano:

a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação.
b) Aprioridade do juízo e importância da natureza.
c) Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.
d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.
e) Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

5 - (Enem/2019) Dizem que Humboldt, naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, flora e fauna da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sentados sobre um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel de exportadores de natureza no que seria o mundo depois da colonização ibérica: enxergou-nos como territórios condenados a aproveitar os recursos naturais existentes.

ACOSTA, A. Bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Elefante, 2016 (adaptado).

A relação entre ser humano e natureza ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte corrente filosófica:

a) Relativismo cognitivo.
b) Materialismo dialético.
c) Racionalismo cartesiano.
d) Pluralismo epistemológico.
e) Existencialismo fenomenológico.

6 - (Enem/2018) Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.

HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

TEXTO II

Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.

ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado).

Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma

a) predisposição ao conhecimento.
b) submissão ao transcendente.
c) tradição epistemológica.
d) condição original.
e) vocação política.

7 - (Enem/2019) Essa atmosfera de loucura e irrealidade, criada pela aparente ausência de propósitos, é a verdadeira cortina de ferro que esconde dos olhos do mundo todas as formas de campos de concentração. Vistos de fora, os campos e o que neles acontece só podem ser descritos com imagens extraterrenas, como se a vida fosse neles separada das finalidades deste mundo. Mais que o arame farpado, é a irrealidade dos detentos que ele confina que provoca uma crueldade tão incrível que termina levando à aceitação do extermínio como solução perfeitamente normal. ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 1989 (adaptado).

A partir da análise da autora, no encontro das temporalidades históricas, evidencia-se uma crítica à naturalização do(a)

a) ideário nacional, que legitima as desigualdades sociais.
b) alienação ideológica, que justifica as ações individuais.
c) cosmologia religiosa, que sustenta as tradições hierárquicas.
d) segregação humana, que fundamenta os projetos biopolíticos.
e) enquadramento cultural, que favorece os comportamentos punitivos.

Gabarito: 1 - C, 2 - A, 3 - E, 4 - E, 5 - C , 6 - C, 7 - D

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre o que mais cai em filosofia no Enem. Se você gostou desse conteúdo, não deixe de conferir outros textos do EAD PUCPR:

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