Você já se perguntou qual o bem mais valioso da sociedade atual? Na era da informação, em que diversas plataformas digitais disputam o tempo das pessoas, certamente a atenção é a grande mina de ouro.

Vídeos de gatos fofos, memes, notícias e muitas notificações: mais do que chegar até as pessoas, o grande desafio das empresas na atualidade é atrair a atenção delas. 

E para isso, uma imensa quantidade de conteúdo vem sendo criada – cada vez mais personalizados e atrativos. Mas para que isso? Por que a atenção é um item tão crucial? 

Sabe aquele ditado que diz que “tempo é dinheiro”? Bom, hoje em dia, poderíamos  reformulá-lo: “atenção é dinheiro”. 

Na atualidade, a atenção das pessoas se tornou uma verdadeira mercadoria. E o termo Economia da Atenção é o que busca explicar esse fenômeno. 

Neste artigo, explicaremos mais sobre esse conceito e apresentaremos os principais impactos dessas novas tendências na sociedade e na sua vida pessoal. Confira! 

Vamos falar sobre:
O que é a economia da atenção 
As consequências de ter nossa atenção cada vez mais disputada pelas marcas 
Como se adaptar a um mundo multitelas 
Conclusão 

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O que é a economia da atenção

Você já passou horas em frente ao celular sem perceber? Ou não conseguiu resistir a tentação de olhar as notificações que surgem na tela? Todas essas atitudes fazem parte do fenômeno Economia da Atenção.

Esse conceito é utilizado para explicar a forma como gerenciamos as informações na atualidade e como a atenção humana se tornou um fator central nesse contexto. 

O termo foi cunhado pela primeira vez em 1971 pelo economista, psicólogo e cientista político Herbert Alexander Simon. Segundo o pesquisador, o conceito busca explicar como a atenção pode ser capitalizada e tratada como uma mercadoria. 

Em meados da década de 1990, essa noção foi retomada de forma mais enfática por uma série de teóricos. Eles defendiam que estaríamos vivendo em uma época na qual a lógica monetária estaria sendo substituída pela atentiva. 

Ou seja, a atenção dos consumidores seria a principal moeda da nossa sociedade. Isso acontece porque a atenção é um recurso, e as pessoas possuem quantidades limitada dela. 

Com o número alto de informações que estamos cercados todos os dias, não é possível apreender tudo com o que temos contato. É a atenção que permite que a parte mais relevante de uma informação seja filtrada enquanto detalhes irrelevantes são deixados de lado.

Mas como saber o que é mais relevante para as pessoas? É aí que entram os algoritmos, os estudos do comportamento de usuário e os diversos softwares e aplicativos utilizados pelas grandes marcas e empresas. 

Essas ferramentas procuram determinar o que existe de mais relevante para determinado perfil de usuário para, assim, captar sua atenção. 

Empresas de receitas bilionárias como Amazon, Netflix, Google e Facebook costumam usar essas estratégias. Elas disputam um mercado no qual o principal objetivo é conquistar a atenção dos consumidores. 

Ao atrair a atenção dos usuários, essas empresas aumentam seus lucros –  seja pela publicidade em seus sites ou pela venda direta de produtos. Por isso, há uma busca incessante pela atenção.

Por mais que a sociedade saiba filtrar os seus interesses, os seus gostos e o que lhe desagrada, as grandes empresas e organizações buscam superar os seus processos e técnicas para alcançar o maior número de pessoas possíveis e bombardeá-las com anúncios e informações que ela desenvolveu personalizadamente.

Assim, a Economia da Atenção se consolida como uma das principais tendências da sociedade contemporânea. E a expectativa é que nos próximos anos cresça ainda mais. 

Contudo, esse cenário um tanto caótico de informações abre margem para diversos questionamentos, o principal certamente é: quais os efeitos dessa disputa por atenção? 

Segundo o relatório Digital in 2017 Global Overview, o Brasil está classificado entre esses primeiros países que gastam mais horas na internet, atingindo uma média diária de 8h56min de conexão, sendo cerca de 4h59min em computadores, 3h56min em celulares e 3h43min em redes sociais.

Quais as consequências de ficarmos tanto tempo assim conectados? No tópico a seguir, explicamos!

As consequências de ter nossa atenção cada vez mais disputada pelas marcas 

economia da atenção - duas pessoas diante da tela dos seus celulares

Você já ouviu aquela famosa frase “se você não está pagando por um serviço, você provavelmente é o produto”?

Então, isso quer dizer que, por mais que você não esteja pagando por um serviço financeiramente, você está, de alguma forma, fornecendo dados e informações para a marca ou empresa em questão — com a sua atenção, seu tempo e todos os rastros gerados a partir de sua ação dentro dessas plataformas. 

Esses dados e informações acumulados pelas empresas são verdadeiras minas de ouro.

Afinal, eles podem ser essenciais para traçar o perfil dos usuários, entender seus gostos e preferências e seu comportamento no digital, podendo até mesmo revendê-los a terceiros.

É por isso que as empresas desenvolvem diferentes estratégias para que você nunca deixe esses serviços: diversos tipos de notificações, os feeds infinitos com conteúdos sempre desconhecidos e possivelmente interessantes, mecanismos de autoplay, likes, comentários, os históricos de mensagens, de links, de fotos e de vídeos e por aí vai. 

Esses recursos são cuidadosamente desenhados para capturar a sua atenção. O objetivo é que você passe o máximo de tempo possível conectado a esses serviços, interagindo, produzindo e consumindo conteúdo.

Diante dessa competição pela nossa atenção e as infinitas formas de distração, a Economia Atenção traz desafios complexos aos nossos modos de ser e para a vida em sociedade. 

O constante uso das redes sociais e plataformas digitais têm trazido diferentes formas de sofrimento, angústia e patologias. 

Um exemplo é rede social Instagram, que foi eleita a mais prejudicial à saúde mental dos usuários, de acordo com o estudo da instituição Royal Society For Public Health. 

Instagram é a plataforma que mais influencia o sentimento de comunidade, bem estar, ansiedade e solidão, seguido das redes Snapchat, Facebook, Twitter e YouTube, respectivamente.

Além da comparação constante e a necessidade de se mostrar ao outro, essa rede social costuma criar uma falsa ideia de perfeccionismo, o que causa sofrimento em muitas pessoas que não levam uma vida dentro do “padrão Instagram".

Além desses problemas relacionados à saúde mental, o tempo cada vez maior no digital tem trazido graves problemas de concentração e falta de foco para muitas pessoas. 

E para além das questões individuais, existem processos históricos, sociais, culturais, econômicos e políticos mais amplos envolvidos com o que gastamos nosso tempo e no que depositamos nossa atenção. 

Para onde queremos direcionar coletivamente nossa atenção e energia nos próximos anos? Como as redes sociais e a internet podem transformar a forma como nos relacionamos e apreendemos o mundo? Como as empresas do futuro vão usar os dados coletados dos usuários daqui para frente? 

Essas são questões que permanecem ainda sem respostas, mas que são cruciais para pensarmos sobre as consequências a longo prazo da Economia da Atenção. 

Como se adaptar a um mundo multitelas 

O mundo multitelas veio para ficar. Não é à toa que a tendência é que a Economia da Atenção se intensifique nos próximos anos.

Será que existe uma forma de nos adaptarmos e fazer um uso mais consciente e racional das ferramentas relacionadas a esse fenômeno? Nós acreditamos que sim!

Abaixo, trazemos algumas dicas:

1 - Equilíbrio é tudo

Na atualidade, ficar longe das redes sociais e da internet é algo muito difícil. A maioria das pessoas faz uso dessas tecnologias em seu dia a dia, tanto para trabalho quanto para a vida pessoal. 

Por isso, se abster dessas mídias certamente não é o caminho. Contudo, é possível sim estabelecer uma relação de maior equilíbrio.  

Por exemplo: que tal evitar entrar nas redes sociais em seu horário de trabalho ou em reuniões presenciais com amigos e familiares?

Procure estabelecer limites de uso das plataformas virtuais, isso certamente proporcionará uma relação mais saudável com esse meio.

2 - Não fique de fora das novidades

É verdade que o uso excessivo da internet pode trazer diversos prejuízos para a saúde física e mental de uma pessoa. Contudo, isso não quer dizer que você precise se abster completamente desse universo.

É importante, especialmente para o mercado de trabalho, que você esteja por dentro dessas novidades do mundo virtual e saiba utilizar ferramentas básicas.

Nossa sociedade está cada vez mais tecnológica e, por mais que o mau uso possa ter efeitos negativos, uma relação equilibrada com as redes sociais e internet pode trazer diversas vantagens para sua vida profissional e pessoal.

Por isso, não seja aquele 8 ou 80: estabeleça uma relação saudável com o virtual e não fique de fora das novidades.

3 - Saiba diferenciar o virtual da vida real

Na internet, tudo parece perfeito: todo mundo tem um bom emprego, os corpos são perfeitos e ninguém tem problemas. 

Contudo, nem tudo o que vemos nesse meio é totalmente verídico. Existem filtros, diferentes ângulos e diversas narrativas. 

A tendência é que as pessoas escondam a parte 'feia' de suas vidas e mostrem só aquilo que é bom e bonito. E isso cria uma falsa impressão de que todo mundo está bem, menos você. 

Por isso, ao utilizar as redes sociais em especial, saiba filtrar aquilo que chega até você e entenda que o que você vê é aquilo que as pessoas querem mostrar, e não necessariamente a realidade. 

Ter essa compreensão é essencial para fazer um uso saudável dessas tecnologias.

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre economia da atenção. Se você deste artigo, não deixe de conferir:

As hard skills e soft skills mais procuradas pelas empresas

Educação do futuro: cenários possíveis, tendências e como se preparar

Core skills: o que são e como se adaptar à sociedade em transformação
Inteligência interpessoal: saiba tudo sobre a característica que brilha no mercado de trabalho

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