“Como se escreve?” é uma das perguntas mais comuns da língua portuguesa. Afinal, nosso idioma é repleto de regras que podem dificultar a memorização

É muito fácil e comum confundir palavras e cometer alguns erros. Mas para quem está se preparando para uma prova, como o Enem, por exemplo, é essencial estar com o português afiado para garantir uma boa nota. 

Pensando nisso, o EAD PUCPR esclarece 8 dúvidas comuns de português, explicando como se escreve e como utilizar determinadas palavras. 

Confira:
1 - Quando usar há ou a?
2 - Viagem ou viajem: afinal, qual é o certo?
3 - Senão ou se não: quando usar cada um deles?
4 - Sessão, seção, secção ou cessão: qual a diferença entre as palavras?
5 - Havia ou haviam: existe certo e errado?
6 - Entenda quando usar esse, essa, este e esta
7 - Quando utilizamos onde e aonde?
8 - É para eu ou para mim?
Conclusão

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1 - Quando usar há ou a?

Uma dúvida muito frequente é quanto ao uso de “há” ou “a” em uma frase, sendo comum confundir os termos.

O primeiro passo para saber quando usar cada palavra é entender a diferença entre os termos. 

O “há” vem do verbo haver, já o “a”  funciona como preposição.

Por isso, o “há” pode ser substituído pelo verbo existir ou indicar tempo decorrido. Já o “a”,  deve ser usado quando existe uma referência à distância ou ao tempo futuro na frase.

Confira os exemplos:

  • Há trajetos complicados nessa estrada. 
  • Há dois anos, conclui meu curso de inglês.
  • Estamos a alguns metros do escritório.
  • Daqui a uma hora estou em casa.

Se mesmo assim ainda estiver difícil de entender, trazemos um macete que pode ajudar. 

Quando você estiver em dúvida, tente substituir o “há” por “faz”. Se fizer sentido, use “há”. Se não, use “a”.

Por exemplo:

  • Estou esperando a Maria faz horas. 
  • Estou esperando a Maria há dias.

Se funcionou a substituição do “há” pelo “faz”, como no exemplo acima, o correto é usar “há”.

Agora confira o segundo exemplo:

  • Ele vai embora daqui faz duas semanas. 
  • Ele vai embora daqui a duas semanas.

No exemplo acima, percebemos que o uso do “faz” não é possível, logo o correto é utilizar “a”.

2 - Viagem ou viajem: afinal, qual é o certo?

É bem possível que você já tenha ficado confuso ao se deparar com as palavras “viagem” e “viajem”. Afinal, qual está escrita corretamente? As duas!

As duas grafias existem na língua portuguesa, mas são utilizadas em contextos distintos. 

“Viagem", escrito com G, é um substantivo feminino e indica a ação de viajar. 

Por exemplo:

  • A viagem foi ótima. 
  • Ana planejou a viagem desde o ano passado. 
  • Gostamos da nossa viagem ao Rio de Janeiro. 

Já “viajem”, escrito com J, se trata de uma forma verbal de "viajar". Ela pode aparecer conjugada na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo ou no imperativo.

Por exemplo:

  • Viajem com segurança!
  • Espero que eles viajem no final de semana. 
  • Viajem antes do anoitecer, por favor!

Ou seja, escrevemos “viagem” quando estamos nos referindo ao substantivo e “viajem” quando nos referimos ao verbo. 

3 - Senão ou se não: quando usar cada um deles?

Senão ou se não: afinal, qual é a forma correta? Esse é mais um caso em que as duas formas são aceitas, mas cada uma é utilizada em uma situação diferente. Confira:

Senão

Utilizamos esse termo em frases que tenham o significado de “a não ser”, “exceto que”, “mas sim”, “do contrário” ou também como substantivo que remeta a um defeito.

Por exemplo:

  • É melhor você não me incomodar, senão eu não irei em sua casa hoje.
  • Depois do sucesso da apresentação, o ambiente de trabalho não era outro senão de alegria.
  • Não encontrei um senão no relatório dela.

Se não

Já o “se não” , deve ser usado em frases que tenham o mesmo sentido de “caso não” ou "quando não".

Por exemplo:

  • Se não iremos acampar, vou voltar para casa
  • Perguntei para ela se não queria ir ao parque comigo.
  • Havia três frutas na vasilha, se não duas.

4 - Sessão, seção, secção ou cessão: qual a diferença entre as palavras?

Sessão, seção, secção e cessão são palavras de sonoridade idêntica, mas significados distintos. 

Abaixo, explicamos o significado de cada uma para ninguém errar na hora de aplicá-las em uma frase. Confira:

Sessão

Essa palavra é utilizada para indicar um intervalo de tempo em que algo acontece.

Exemplos:

  • Hoje vamos a sessão do filme mais aguardado do ano. 
  • A sessão da Câmara foi encerrada em meio a discussões.
Seção e Secção

As duas palavras possuem o mesmo significado, porém uma é utilizada no português do Brasil (seção) e a outra no português de Portugal (secção).

O termo é utilizado para indicar a parte de um todo, uma divisão. Além disso, costuma ser empregado para se referir a repartições públicas ou privadas.

Exemplos:

  • Onde fica a seção de congelados desse supermercado?
  • Você sabe qual é a sua seção eleitoral?
  • Nosso jornal ganhou uma nova seção de reportagens.

Cessão

Esta palavra é utilizada para indicar o ato de ceder/transferir/renunciar um direito ou bem. 

Exemplos:

  • Ele me pediu para assinar o documento de cessão de direitos de imagem.
  • A escola realizou a cessão de livros para crianças carentes.
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5 - Havia ou haviam: existe certo e errado?

É muito comum errar na conjugação do verbo “haver”, afinal ele pode ter mais de uma aplicação.

Existe o "haver" no sentido de "existir", "ocorrer", "acontecer" e o “haver” no sentido de "ter".

Quando traz o sentido de "existir", "ocorrer" ou "acontecer", o verbo "haver" é impessoal. Verbos impessoais não possuem sujeito e, por isso, não são flexionados. 

Portanto, sempre permanecem no singular e são conjugados na terceira pessoa, independente do tempo verbal. Ou seja, é nessa situação que usamos apenas “havia”.

Exemplos:

  • Havia jogos acontecendo simultaneamente.
  • Havia muitas pessoas dentro do cinema.
  • Haverá muitas dívidas se eles não controlarem os gastos.

Já quando o verbo "haver" possui o significado de "ter", ele se torna auxiliar e é acompanhado do verbo principal. Nesse caso, sua conjugação segue o sujeito, sendo flexionada tanto no singular quanto no plural.

Exemplos:

  • Eles haviam chegado cedo à festa.
  • Ana e Mariana haviam comprado os vestidos lindos para a formatura
  • Eles haverão de chegar antes da prova começar.

6 - Entenda quando usar esse, essa, este e esta

Os pronomes demonstrativos causam confusão em muita gente, sendo muito comum aplicá-los de forma incorreta. 

Abaixo, explicamos quando usar cada um deles:

Esse/essa

Esse pronome é utilizado para retomar um termo ou algo que já foi citado anteriormente em um texto ou oração. 

Exemplo: 

  • Ela comprou um computador novo, essa foi a melhor ideia que teve nos últimos tempos.

Além disso, ele também é utilizado para indicar algo que está perto de quem está ouvindo a mensagem.

Exemplo:

  • Esse disco que você está ouvindo é meu favorito. 

Este/esta

Ao contrário dos termos citados acima, “este/esta” é usado para falar de algo que não foi citado ainda no texto ou na oração. 

Exemplo:

  • Este ano será o melhor da minha vida.

Também é uma forma de apontar algo que está perto de quem fala a mensagem.

Exemplo: 

  • Este livro é meu.
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7 - Quando utilizamos onde e aonde?

As palavras “onde” e “aonde” pertencem à classe dos advérbios.

Ambas fazem parte da língua portuguesa e são utilizadas para se referir a um lugar, o que pode causar confusão.

O uso dessas palavras depende do contexto. Confira abaixo:

Onde

A palavra “onde” faz referência a um lugar fixo e pode ser substituída pelas expressões na qual e no qual.

Exemplos:

  • Onde você estuda?
  • A escola é um espaço onde os alunos vão para aprender.

Aonde

Já o termo “aonde”, tem o sentido de “a que lugar”, indicando movimento.

Exemplos:

  • Aonde você vai?
  • Irei aonde você for.

8 - É para eu ou para mim?

Tanto o “para eu” quanto o “para mim” existem na língua portuguesa. No entanto, as expressões possuem diferentes situações de uso. Confira:

Quando usar “para eu”

A expressão “para eu” deve ser utilizada quando tem função de sujeito e está acompanhada de um verbo no infinitivo que indique uma ação.

Exemplos:

  • Você trouxe os livros para eu ler?
  • Existem diversas matérias acumuladas para eu estudar.
  • Traga os brinquedos para eu brincar. 

Quando usar “para mim”

Já o “para mim” deve ser usado quando assume a função de complemento em uma oração. Nesse caso, ele será um objeto indireto.

Exemplos:

  • Para mim, trabalhar e estudar é algo tranquilo.
  • Ele trouxe flores e chocolates para mim.
  • Você comprou aqueles vestidos para mim?

Conclusão

Neste artigo, esclarecemos algumas das dúvidas mais comuns de português, explicando como se escreve e o uso correto de determinadas palavras. 

Abaixo, selecionamos mais conteúdos de língua portuguesa e sobre estudos do EAD PUCPR para você aprofundar seus conhecimentos. Confira:

 
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