Conheça a atuação, as competências e alguns caminhos para começar uma carreira em UX Design.
UX Design está presente na criação e melhoria de experiências em produtos e serviços digitais e físicos. A área combina pesquisa, estratégia, design e compreensão do comportamento das pessoas para desenvolver soluções mais adequadas às necessidades de quem as utiliza.
Por reunir competências de diferentes campos, UX Design pode ser uma possibilidade tanto para quem já atua com design e tecnologia quanto para profissionais interessados em uma transição de carreira.
Continue a leitura para entender melhor a área, as possibilidades de atuação e os conhecimentos importantes para começar.
O que é UX Design
UX Design, ou design de experiência do usuário, busca compreender como as pessoas interagem com produtos, serviços e sistemas. A atuação pode envolver pesquisa, jornadas, arquitetura da informação, prototipagem, testes e outras práticas voltadas a tornar a experiência mais adequada às necessidades das pessoas e aos objetivos do projeto.
Uma experiência confusa ou difícil pode criar barreiras durante o uso de um produto ou serviço. Por isso, UX Design procura identificar necessidades e pontos de atrito para orientar decisões de projeto.
A área parte de perguntas como por que uma solução deve ser criada, para quem ela é desenvolvida e quais problemas precisa resolver. Esse processo ajuda a conectar necessidades de usuários, objetivos do projeto e decisões de design.
Aguilar Selhorst Junior, professor da PUCPR com ampla experiência em design e experiência do usuário, destaca que a atuação em UX vai além da criação de interfaces.
Para ele, a área também pode participar de discussões sobre estratégia de produto, interpretação de dados e decisões que envolvem a experiência das pessoas.
“O UX não é uma tendência passageira. É uma mudança de paradigma. Estamos em uma era em que a experiência do usuário se tornou um fator decisivo de competitividade em praticamente todos os setores — de bancos a apps de saúde, de e-commerces a serviços públicos. As marcas que ignoram a experiência do usuário simplesmente perdem espaço, e os profissionais que deixam essa carreira de lado também”.
UX Designer, UI Designer e designer: principais diferenças
É muito comum a confusão entre as três áreas de atuação, mas elas possuem diferenças e objetivos distintos. Apesar de estarem relacionadas e se complementarem, em alguns momentos, as profissões entregam soluções criativas conforme o foco principal de cada uma.
O UI Designer (User Interface Designer) cuida da parte visual da interação, ao desenhar as telas, botões, ícones, cores e tipografia que compõem a interface em sites, aplicativos e sistemas.
Mais do que estética, o UI trabalha para que o visual facilite a navegação, torne o uso intuitivo e contribua para uma experiência agradável e funcional. É onde design e usabilidade se encontram para dar forma à interação.
Já o UX Designer investiga como as pessoas interagem com um produto ou serviço e quais necessidades, dificuldades e expectativas fazem parte dessa experiência. As decisões podem envolver diferentes aspectos da jornada, e não apenas a interface.
Por fim, o Designer desenvolve projetos visuais que unem, de forma estratégica, tipografia, cores e imagens. Sua atuação impacta diretamente como o público percebe uma marca, ao traduzir identidade, valores e propósitos em soluções visuais claras e eficazes.
O trabalho do designer melhora as relações cotidianas em produtos, sinalizações, embalagens, utensílios e comunicações, ao tornar esse contato mais prático, acessível e agradável.
O que um UX Designer precisa desenvolver
Um profissional UX Designer de alto nível precisa integrar diferentes habilidades para se destacar no mercado. Isso vai além do domínio das habilidades técnicas, mas a capacidade de englobar ferramentas, comportamentos e competências variadas e estratégicas para as organizações. Ao trilhar esse caminho, ganha um maior destaque e supera os formatos tradicionais de design de experiência do usuário.
A utilização de ferramentas, como Figma, as Heurísticas de Nielsen ou metodologias, como o Design Thinking e Lean UX, por exemplo, são um complemento decisivo. Outro diferencial do UX Designer é o pensamento estratégico, a colaboração com equipes multidisciplinares e a tomada de decisões baseadas em dados. Profissionais com visão crítica, com uma alta compreensão do impacto social e econômico das escolhas de design são os mais valorizados no mercado agora.
Saber argumentar também não pode ficar de fora. Além da criação do design, o trabalho de um UX Designer precisa envolver a argumentação das soluções desenvolvidas com base em pesquisa, evidência e raciocínio estruturado.
Apresentar um projeto com clareza, conectar decisões com dados de comportamento e dialogar com stakeholders de diferentes áreas é um divisor de águas entre quem opera e quem lidera no campo do UX.
Conheça diferentes possibilidades de atuação em UX Design
O profissional de UX
A carreira do profissional de UX Design não se limita ao desenho de interfaces, mas se estende à investigação, ao mapeamento de jornadas e à prototipagem de soluções que facilitem a vida das pessoas. Com atuação interdisciplinar, tem habilidades em pesquisa, arquitetura da informação, design visual, comportamento do usuário, estratégia de produto e testes de usabilidade.
Entre as possíveis áreas de atuação do UX Designer estão posições variadas da mesma área, que ampliam as possibilidades de crescimento e salários:
- UX Designer
- UI Designer
- UX Researcher
- Head de UX
- Service Designer
- Chief Experience Officer (CXO)
- Field Researcher
- UX Writer
- Product Designer
- Especialista em Jornada do Cliente
- UX Strategist
- Designer de Experiência para IA e Realidades Imersiva
A remuneração em UX varia bastante conforme função, senioridade, localização, setor, tipo de contratação e porte da empresa. Por isso, faixas salariais devem ser consultadas em levantamentos atualizados e comparadas com o contexto de cada oportunidade.
Além do salário, é importante observar requisitos das vagas, competências solicitadas e diferenças entre funções como UX Designer, Product Designer, UX Researcher e UI Designer.
User Experience se aplica a produtos e serviços?
UX pode contribuir para diferentes pontos da experiência com produtos e serviços, desde a descoberta e o primeiro contato até etapas de uso e suporte. O escopo depende do projeto e da estrutura da organização.
Pesquisa, análise, prototipagem e testes são algumas das práticas que podem orientar decisões sobre produtos e serviços. O objetivo é compreender necessidades, avaliar soluções e reduzir dificuldades ao longo da experiência.
Exemplos e análises de UX Design
Ao atuar com user experience e design, o trabalho desse profissional gera entregas significativas para empresas e clientes. Grandes organizações mundiais aplicam essas práticas em cada etapa da jornada do cliente e contato com os serviços, melhorando a usabilidade, tempo de permanência e decisão de compra.
O Growth Design avalia alguns dos melhores cases do mundo. Discutiremos alguns deles logo abaixo, com destaque para pontos positivos, resultados e desafios do product design.
Spotify
O Spotify Wrapped, a retrospectiva anual promovida pela plataforma, é um case de sucesso quando o assunto é engajamento, em razão da incorporação de Design, UX e princípios psicológicos.
Desde o primeiro toque, a notificação cria uma “lacuna de curiosidade”, instigando o usuário a descobrir quem foram seus artistas e músicas favoritas do ano, usando a recompensa variável ao tornar a surpresa um dos principais atrativos. Além de um simples resumo, o Wrapped conta histórias que conectam a música às memórias pessoais do usuário, usando narrativas e animações criativas que tornam a experiência memorável e emocionalmente envolvente.
O design do Wrapped valoriza números que refletem o tempo dedicado à música, associando positivamente o uso da plataforma às experiências pessoais, um contraste com percepções negativas de métricas similares em outros contextos.
O compartilhamento dos resultados também adiciona uma dimensão social à experiência. Esses elementos ajudam a analisar como personalização, narrativa e compartilhamento são combinados no produto.
Amazon: análise de padrões de interface
Análises de UX da experiência de compra da Amazon discutem como hierarquia visual, informações de entrega, avaliações, preços e opções de compra podem influenciar a atenção e as decisões durante a jornada.
Essas escolhas também podem ser avaliadas criticamente sob a perspectiva de usabilidade, transparência e facilidade de comparação entre alternativas.
Por isso, estudos de caso são úteis não apenas para identificar boas práticas, mas também para discutir como decisões de interface podem direcionar comportamentos.
Letterboxd: análise de complexidade da interface
A plataforma passa por desafios comuns em UX relacionados à clareza e simplicidade na interface. A plataforma apresenta muitas opções complexas para os usuários expressarem suas preferências, como avaliar, curtir, adicionar à lista de filmes para assistir, sem contextualizar bem o propósito de cada ação. Isso gera confusão e cansaço na decisão, refletindo a Lei de Hick, que mostra que muitas escolhas atrasam a decisão do usuário.
A falta de uma abordagem social clara e acolhedora atrapalha o engajamento e a conexão entre os usuários. Para melhorar a experiência, é fundamental aplicar o conceito de Jobs-to-be-Done, que foca nos resultados que os usuários querem alcançar, não somente na oferta de variadas funcionalidades.
Comunicação progressiva, instruções contextuais e clareza sobre as funcionalidades são recursos que podem ajudar pessoas a compreender o produto e decidir como utilizá-lo.
Impacto da IA na experiência do usuário
Na avaliação de Aguilar Selhorst Junior, a evolução de UX também passa por especializações e temas como UX Research, DesignOps, design ético e inteligência artificial centrada no ser humano.
A inteligência artificial, por exemplo, não chega para substituir o trabalho do UX Design, mas amplificar as possibilidades de atuação. Mesmo com essa tecnologia de ponta, a necessidade de mediação sensível, responsável e ética é função indiscutível do UX Designer. Contar com habilidades para dominar a IA entra como um plus na formação.
Próximos passos para começar na área
O melhor caminho para começar na área de user experience agora é com uma formação rápida e flexível para o seu momento de carreira. Um diploma reconhecido no mercado também pode abrir para oportunidades em vagas.
É isso que a Graduação EAD em UX Design – Experiência do Usuário faz com a sua carreira. O curso reúne, de forma integrada, tudo o que a área de user experience e design buscam em um profissional agora. Construção de repertório cultural, pensamento crítico e visão sistêmica. Com desafios reais do mercado, interação com empresas parceiras e currículo flexível, o curso combina estrategicamente formação ética, humana e prática.
Com duração de 2 anos, o curso oferece uma formação superior tecnológica para quem busca iniciar ou desenvolver uma trajetória profissional em UX Design.
O curso conta com professores com experiência profissional e iniciativas como os “Drops de UX”, que levam para a formação perspectivas e experiências de profissionais da área.
A estrutura curricular permite aprofundar conhecimentos em temas relacionados à área, como pesquisa de usuário, design inclusivo, UX Writing e design de serviços.
Conheça a Graduação EAD em UX Design – Experiência do Usuário da PUCPR.